06/12/2016 às 14h13min - Atualizada em 06/12/2016 às 14h13min

Nas dificuldades da vida o aprendizado de superar desafios deu a qualificação de ensinar e aperfeiçoar Fuzileiros Navais

Obidense ministra curso para Cabos e Sargentos da tropa de elite da Marinha do Brasil do Corpo de Fuzileiros Navais, os melhores para as operações especiais.

Foto: Escola Treinamento CIAS

ÓBIDOS – De família simples do interior de Óbidos, lá das ´paragens da Ilha Grande, Paraná de Baixo, foi criado de forma exemplar o que hoje a sociedade libertista chama de rigidez, e opressora. Mário Antônio Siqueira Ferreira, para os próximos conhecidos como Toninho. Filho de José Antônio e Maria das Graças, único filho homem de um total de 4 que o casal com muita luta e fadiga da lida do dia-a-dia criou. Sua história não é muito diferente dos demais obidenses que tiveram que deixar sua família para buscar algo melhor, fora de sua cidade Natal.

Ainda criança sendo o único filho homem da família, ajudava seu pai nos afazeres diários e cuidar da pequena plantação de subsistência e de poucas cabeças de gado que davam para colher o leite consumido pelos mesmos.

Seu pai ainda trazia de criação toda a rigidez de seus antecessores, ensinava que a disciplina, ouvir e respeitar o mais velho, ser honesto e não mentir, era a forma mais fácil de não provar da bainha (artefato de couro onde se guardava o terçado que se usava na roça, também servia para repreender os filhos quando se desobedecia ou fazia alguma traquinagem, uma “rimpada” era o suficiente).

Sua mãe educadora, trazia em seu coração toda a doçura e a bondade daquele amor protetor, mas também educador, onde ensinar as primeiras letras do alfabeto era apenas um complemento da lição que todos. Para ela o caminho mais fácil para não provar da bainha era Respeito, saber ouvir e executar as tarefas e afazeres da casa, não podia demorar tinha que fazer de imediato. Antes da alimentação tinha que agradecer a Deus, antes de dormir tinha que rezar ao Santo Anjo, não podia chamar nome (palavrão) o conselho era evitar até mesmo não mencionar os nomes de peixes que terminasse vamos dizer com C e U, como PiraruCÚ, PaCÙ entre outros, para não confundirem, chamasse o sinônimo como Peixe da Escama Grossa para Pirarucú, e peixe de Escama Fina para Pacú. Para a matriarca o AMOR era tudo, tomar benção dos mais velhos, respeitar e honrar pai e mãe, os avós tinham que ser tratados com singeleza e amor ao ponto de não os chamar de Vô e Vó e sim Pai velho e Mãe velha.

Mário tinha que acordar na madrugada para desalagar a canoa enquanto seu pai arrumava os arreios, mesmo por debaixo de chuva, vento forte e frio na madrugado do interior tinha que levantar, meter o pé na merda de boi e prender os bezerros para tirar o leite, e assim vai a história, do roçado entre muitos, que na maioria das famílias acontecia.

Muitas histórias foram contadas, muitas coisas aconteceram.... (...) Mário Antônio após concluir seu 2º grau, lá mesmo na escola São José, ingressou na Marinha do Brasil. Lá encontrou, muitas coisas, passou por várias provas, operações de guerras, prova de resistências e foi passando por todas elas, para ele, não tinha muita dificuldade pois aprendeu que a única riqueza era a intangível, onde a ética e a moral aliada a integridade dariam a honra o que é preponderante para um f

uturo Fuzileiro Naval. Também, deparou com a Determinação, competência, profissionalismo, onde significa, estar juntos e em permanente prontidão.

Mario Antônio, incorporou ao Corpo de Fuzileiros Navais em 29/09/1997, cursou para Cabo em 2002 e para Sargento em 2010, atualmente é graduado como Segundo Sargento Fuzileiro Naval do quadro de Infantaria, exercendo a função de instrutor dos cursos de especialização dos Cabos de Infantaria e de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos Fuzileiros Navais do quadro de Infantaria.  

Venceu e continua vencendo, é instrutor do Centro de Instrução Sylvio de Camargo (CIASC) que na verdade é o Centro de Instruções do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, lá ele ministra os cursos de formação, aperfeiçoamento e especialização de Cabos e Sargentos fuzileiros. Além de aperfeiçoamento de guerra, combate, patrulha, ataque coordenados, operações especiais e combate anfíbios de lá saio os melhores, os peritos.

Esse obidense, atualmente está lotado na Marinha do Rio de Janeiro e neste momento está ralando com seus Fuzileiros na última fase dos treinamentos na cidade de Itaoca em Minas Gerais, de onde a pedido do Portal Obidense nos enviou fotos e registro de treinamento.

Atualmente Mário Antônio detém o título do melhor do Brasil em Prova de resistência conquistadas nas matas fechadas de nossa grande Amazônia, lugar que ele conhece muito bem.

Mas para quem imagina, que se forma brutos e aniquiladores, Mário Antônio, congrega dentro da Marinha do Brasil da palavra, temente a Deus, semeia também o evangelho, e quase que diariamente juntos com outros fuzileiros buscam no altíssimo a força e a coragem para serem homens justos.

Atualmente o Obidense que está como formador do grupo de elite Fuzileiros Navais mora no Rio de Janeiro com sua esposa e uma filha, mas que todos os anos visita a sua cidade de Óbidos, Ainda agradece a Deus pelos alimentos, faz suas orações antes de dormir e toma benção de seu pai e sua mãe o qual agradece imensamente as lições de vida que o ajudaram a superar desafios e a galgar um espaço seleto ao grupo de perito das forças armadas do Brasil.


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