03/11/2018 às 15h40min - Atualizada em 03/11/2018 às 15h40min

A polêmica sobre a pintura e revitalização do Forte Pauxis.

Uma viagem pela nossa história com riquezas do ontem e com assuntos do hoje. Nosso presente depende de corajosos para novas gerações do amanhã.

Por: Carlos Vieira

ÓBIDOS - Há muito tempo a população obidense assiste angustiadamente a lenta e gradual destruição de seu patrimônio histórico, o que consequentemente está levando ao ostracismo parte de nossa história.

A Fortaleza Gurjão que foi instalada no ano de 1908 em um dos topos da Serra da Escama, que deveria servir como defesa da região, hoje encontra-se em estado de total abandono e decomposição, sem que aja qualquer iniciativa por parte do Governo Federal (já que é tida como patrimônio do Exército Brasileiro), para sua revitalização. Se assim o fizesse, certamente seria um dos mais procurados pontos turísticos com possibilidades reais de atração turística e fonte de renda para o Município.

Na mesma situação, encontrava-se o lendário Forte de Santo Antônio dos Pauxis construído pelos portugueses no final do século XVII, tinha como objetivo manter a soberania portuguesa sobre a região e evitar o contrabando das chamadas Drogas do Sertão e da mão de obra indígena para o cultivo da lavoura. O atual forte, segundo Oliveira (2014) “No período de sua construção, os Estados Unidos forçavam a abertura de rios à navegação internacional, e o Forte servia para fechar a passagem, sendo um projeto estratégico para garantir a presença militar brasileira na Amazônia contra uma possível internacionalização.”

Foi projetado pelo Major Engenheiro Dr. Marcos Pereira de Sales, teve sua construção iniciada entre os anos de 1853/54,  fato este que levou o Império a implantar entre a entrada do Lago Arapucu e Lago Quiriquiri, uma Colônia Militar objetivando dar apoio a sua construção, assim como impulsionar através da agricultura, a economia da antiga Aldeia dos Pauxis,  que naquele ano havia sido elevada ao status de cidade com o nome de Óbidos pelo então Presidente da Província do Pará, Capitão-General, Sebastião do Rego Barros, nome este dado em homenagem a Vila de Óbidos de Portugal, por apresentar características topográficas semelhantes.

No decorrer do século seguinte, o Forte Pauxis passou por diversas recuperações para que pudesse alocar o Campus da Universidade Federal Fluminense UFF; a 1ª turma de Pedagogia da Universidade Federal do Pará - UFPA e o Batalhão da Policia Militar – 3º BPM Tapajós, até ser incorporado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -  IPHAN, através do processo nº 1613 -T- 2010, com inscrição homologada no Livro de Tombo Histórico, em setembro de 2014.

Atualmente abandonado, servindo de motel, esconderijos para malfeitores, e local para o uso de drogas e bebidas alcoólicas, e sem qualquer perspectiva de continuidade de sua recuperação. Fato este que pode ser comprovado no último carnaval, quando pessoas que visitavam a nossa cidade tiveram o desprazer ao visitar o local, encontrando-o em situação de total abandono. O que deveria ser um espaço de orgulho para todo cidadão obidense, já que aquele local foi o berço histórico da sociedade pauxiara, passou a ser símbolo de humilhação, desprezo e desrespeito para todos os munícipes.

Diante de tais desprezíveis e humilhantes fatos, reuniu-se um grupo de amigos, filhos diletos e abnegados da excelsa e majestosa Sentinela da Amazônia, independentemente de cores, bandeiras ou ideologias partidárias decidiram lutar pela revitalização do Forte Pauxis. Iniciou-se com uma limpeza, e posteriormente, o trabalho de pintura. Cada um cooperou com o que pode: uma lata de massa, um galão de tinta, lixa e até mesmo mão de obra. Hoje, embora ainda tenha muito o que fazer, pessoas já podem visitar o local e encontrar um ambiente aprazível e agradável.

Diante a essa honrosa decisão que tomamos, estamos sendo constantemente criticados, caluniados, injuriados e vilipendiados através do Blog do Senhor Jeso Carneiro, por pessoas inconformadas, que não aceitam a ideia de que o povo além de nossos administradores, tem o direito e o dever de zelar pelo seu patrimônio histórico, e com isso, perpetuar a história escrita pelos fatos e feitos de nossos antepassados, deixando-a como legado as gerações vindouras.

A essas pessoas que usam a mídia sem qualquer identificação - contrarias aos trabalhos que estamos realizando - que as chamo de FILHOS ESPURIOS, gostaria de convidá-las a unir-se a nós em vez de estarem com picuinhas politiqueiras baratas, tentando nos impedir a realizar um trabalho em benefício de nossa população. Em síntese, só posso dizer que vamos continuar trabalhando pela revitalização e utilização de nossos patrimônios históricos, tornando-os espaços aprazíveis independente de credos bandeiras ou ideologias políticas, pois neste momento estamos unidos em um só partido, que se chama ÓBIDOS.
 
Referências Bibliográficas
- OLIVEIRA, Amanda de. Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Pará – CAU/PÁ, 2014.

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