14/04/2017 às 09h23min - Atualizada em 14/04/2017 às 09h23min

Associação de Carvoeiros de Óbidos, passa por momentos difíceis e delicado, estão a mercê de decisões que poderá acabar com a profissão.

Para o presidente da associação, o momento é constrangedor e de grandes dificuldades, sem saber outra profissão, confiam em um velho ditado popular “A esperança é a última que morre”.

Por: Rafaela Aquino

Foto: Portal Obidense

ÓBIDOS - Os membros da Associação dos Carvoeiro de Óbidos estão cultivando a esperança de voltarem a exercer suas atividades, já que é da fabricação de carvão, que muitos deles tiram o pão de cada dia e  o sustento de suas famílias, e pelo fato de não terem a matéria prima, para encher as caieiras (nome dado ao buraco que os carvoeiros colocam a madeira para a preparação do carvão) na fabricação do carvão ficou complicado para muitos que tinham na produção do carvão, como fonte renda por causa do fechamento da serraria que disponibilizava as madeiras. Tudo se tornou, muito difícil.

Alguns dos associados que tinham madeira reserva ainda estão enchendo suas caieiras para fazer o carvão, mas estão usando os últimos da reservada estocada.

Em entrevista ao Portal Obidense o presidente da Associação de carvoeiros de Óbidos o senhor Lourenço Felix dos Santos disse: “A dificuldade é grande mas sempre se dá um jeito para se trabalhar honestamente e com dignidade já que não tem como trabalharmos no espaço da associação, tivemos que achar outra maneira, mas dentro da legalidade para trabalharmos e estamos ai, driblando as dificuldades do dia a dia mas sempre com a esperança de dias melhores, estamos com esperança de que se abra novamente a serraria que nos sedia a madeira para a preparação do carvão para podermos trabalhar melhor e vamos confiar nisso, já que a esperança e a última que morre”.

A profissão de carvoeiro cada vez mais se aproxima da extinção, são muitas as dificuldades, falta de matéria prima, problemas ambientais, e agora o único fornecedor que alimentava com refugo de madeira a profissão, teve suas atividades interrompidas. Os associados, agora vivem de esperança, mas enquanto nada se resolve, eles começam a desertar e abandonar o terreno onde atuavam, buscam migrar e aprender outra atividade, o que é muito difícil em sua maioria com pouco grau de instrução já que suas experiências é trabalhar na carvoaria.

Muitas pessoas até acham que os problemas maiores, só acontecem com elas, mas essa situação, mexe diretamente com a estrutura familiar, fome, miséria, saúde e direitos humanos.

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